Fundos de Arquivo

Conteúdo e Estrutura

Resumo Histórico: Catullo Flaquer Branco nasceu em São Paulo/SP, em 30 de maio de 1900. Aos 10 anos viajou com a família para Bruxelas, Bélgica, onde realizou parte do curso ginasial. Em 1918, ingressou na Escola Politécnica de São Paulo, formando-se engenheiro elétrico. A partir de 1930, passou a integrar a Inspetoria de Serviços Públicos de São Paulo, subordinada à Secretaria de Viação e Obras Públicas. Em 1932, participou da Revolução Constitucionalista, usando seus conhecimentos técnicos para minar o Porto de Santos e eletrificar trincheiras no litoral norte. No final da década de 30, baseado no modelo do Tenessee Valley Autority (EUA), para aproveitamento múltiplo de recursos hídricos, Catulo Branco lançou a idéia do aproveitamento do médio Tietê para produção de energia elétrica conjugada à criação de hidrovia e controle de enchentes na região. Porém, suas idéias foram alvo de críticas por parte dos setores ligados ao monopólio dos serviços de Eletricidade. Neste período inicia-se seu antagonismo à The São Paulo Tramway, Light and Power Company Ltd., em virtude dos objetivos da empresa que ele considerava imperialistas. Em 1939, como chefe interino da primeira seção da Inspetoria de Serviços Públicos, passou a dirigir os estudos sobre o aproveitamento hidrelétrico do desnível do rio Capivari, na Serra do Mar, que resultou no Projeto Capivari-Monos, na zona de ligação ferroviária Mairinque/Santos. Em 1946, foi constituinte na Assembléia Nacional e, em 1947, foi eleito Deputado Estadual pelo PCB. Na Assembléia Legislativa desenvolveu campanha de esclarecimento para a necessidade de execução de grandes obras hidrelétricas. Também combateu os interesses do grupo “Light”, chegando a propor a encampação da empresa. Em 1949, foi autor do projeto da Usina de Barra Bonita, a partir da retomada pela Secretaria de Viação e Obras Públicas, dos estudos para aproveitamento múltiplo do médio Tietê. Em 1954, o DAEE autorizou a Secretaria a efetuar os estudos para o aproveitamento hidráulico integral do curso total do Tietê, de Pirapora ao Rio Paraná. A partir de 1955, Catullo Branco integrou o grupo de trabalho responsável pela elaboração de estudos sobre o setor elétrico. Em 28/04/1989, a Hidrovia Tietê-Paraná passou a ser denominada Hidrovia Engenheiro Catullo Branco. Faleceu em 09 de maio de 1987, aos 86 anos.
Procedência: Doação da família. Doado por Zillah Murgel Branco, sobrinha de Catullo Branco, para a Companhia Energética de São Paulo - Cesp, em 1988. A empresa, em 1998, doou o fundo para a Fundação Energia e Saneamento.
Tipos documentais: Relatórios, artigos, correspondências, projetos e tabelas.
Organização: Completa


Identificação

Código: CAT
Título: Catullo Branco
Datas-limite: 1901 - 1988
Natureza: Pessoal
Caracterização: Fundo fechado
Volume: 24m lineares


Acesso

Instrumentos de Controle e Pesquisa: Registro Topográfico dos documentos; Planilha de identificação dos documentos textuais e iconográficos; Inventário
Idiomas: Português; Inglês; Francês; Espanhol
Descritor: SÃO PAULO TRAMWAY, LIGHT & POWER CO. LTD; CATULLO BRANCO; CAPIVARI - MONOS; HIDROVIA TIETÊ - PARANÁ; SECRETARIA DE VIAÇÃO E OBRAS PÚBLICAS; REVOLUÇÃO CONSTITUCIONALISTA; INSPETORIA DE SERVIÇOS PÚBLICOS; ASSEMBLÉIA LEGISLATIVA; DEPUTADO ESTADUAL; PCB; USINA BARRA BONITA
Restrições ao acesso: Sem restrições


Fontes Relacionadas

Fontes Bibliográficas: BRANCO, Zillah Murgel. Catullo Branco: um pioneiro. Memória Energia. São Paulo: nº 27, p. 11-37. Dez/200 BRANCO, Catullo F. Energia elétrica e capital estrangeiro no Brasil. São Paulo: Alfa-Ômega, 1975 SILVEIRA, Reolando. Cesp: Fatos precursores da sua gênese. São Paulo: IEB, 1987. (Série Testemunhos do Processo de Eletrificação no Brasil, 1)
Acervos Complementares: Fundo Eletropaulo - Eletricidade de São Paulo S/A (acervo Fundação Energia e Saneamento). Fundo Reolando Silveira (acervo Fundação Energia e Saneamento) Do acervo pessoal de Catullo Branco, a Fundação recebeu os projetos e estudos técnicos assim como documentos e livros que serviram de base para seus trabalhos.Parte da Biblioteca foi doada pela família ao IEB/USP. Os livros e escritos políticos foram doados ao Instituto de Estudos Astrogildo Pereira, da Unesp.